A tradição funerária: saudade, celebração e simbolismo

A tradição funerária foi evoluindo ao longo dos tempos, de comunidade para comunidade. De qualquer forma, o ritual de funeral sempre teve como objectivo a despedida de uma pessoa querida falecida e, no caso de alguns povos, invocar os espíritos dos antigos para que pudessem levar as almas dos mortos para a vida depois da morte, ou simplesmente para celebrar a vida dos que haviam partido. funerais

Seja como for, quaisquer que sejam as crenças religiosas ou fúnebres, os funerais são ocasiões solenes com grande carga simbólica, cuja preparação deve ser levada com todo o cuidado possível, para que a última celebração da vida dos falecidos decorra conforme planeado.

Em poucas palavras, uma agência funerária deve estar preparada para realizar cerimónias de todas as religiões ou crenças, e é recomendável que os seus profissionais se encontrem familiarizados com diversos tipos de celebração e atitudes perante um funeral. Há pessoas que o levam com maior tristeza, outras que assumem uma posição neutra perante a morte e ainda outras que vêem este rito como o completar de um ciclo inevitável na vida de alguém – isto é, há que compreender as diferentes posições a serem assumidas por quem recorre aos serviços de uma agência.

 

Funerais europeus: são todos o “mesmo”?

Um dos maiores erros na compreensão de outras culturas é assumir precipitadamente que as suas tradições e hábitos são semelhantes aos nossos. No entanto, mesmo que existam semelhanças à partida, os rituais fúnebres diferem – por exemplo – em modo de celebração, objectivos, tratamento do corpo e disposição deste (sepultura, cremação, jazigo, …). A tradição funerária varia e não é pouco!

Na Irlanda, a expressão do luto é muitas das vezes realizada através de um ritual chamado “wake” (acordar), que antes tinha como objectivo verificar se os falecidos não iriam realmente acordar. No entanto, hoje em dia o mesmo ritual evoluiu em objectivo: o encontro na casa dos mortos serve para que os seus familiares e amigos convivam e festejem a vida depois da morte.

Já na Lituânia, alguém da família ou entes queridos deve contar as virtudes da pessoa falecida, o que demonstra respeito e constitui uma espécie de agradecimento por tudo de bom que ela praticou em vida.

Na Holanda, outra prática funerária ainda é seguida: tapar as janelas da casa do falecido com lençóis brancos – o que é indicado como, possivelmente, uma maneira de afugentar espíritos malévolos desse espaço (embora sem que haja uma explicação segura do que este ritual antigo veicula).

 

Em suma, a diversidade de celebrações fúnebres alerta os profissionais do ramo para que estejam preparados para organizar funerais de qualquer tradição. A procura de informação é sempre benéfica e permite que seja adoptada uma atitude respeituosa e correcta perante cada cultura funerária que surja.

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Sobre Vasco Simões

Jovem de 33 anos, depois de estagiar com vários especialistas, nalguns casos, com mais 25 anos de experiência, desenvolve a sua atividade enquanto mestre de cerimônias desde 2010 na Lusitana, procurando conjugar a tradição com a inovação, aportando uma nova imagem ao setor. Liderando uma equipa que reflete o espirito da Lusitana, o compromisso na escuta e acompanhamento das pessoas que nos procuram, a prestação de serviços adaptada a cada um, cultiva e promove valores fundamentais na atividade, tendo como resultado; contemporaneidade, segurança e confiança. Mestre de cerimonia da Lusitana, com formação em Legislação laboral e da atividade funerária,orçamentação e faturação de produtos e serviços funerários,procedimentos burocráticos relativos ao óbito,prevenção de riscos na atividade funerária;psicologia do luto, tanatopraxia e tanatoestética.

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